O Banco Mundial concedeu um apoio de 50 milhões de dólares a Moçambique para ajudar o país a proceder à reforma do sector florestal, nos termos de um acordo celebrado em Paris, escreveu o jornal Notícias, de Maputo.

O acordo, assinado pelo ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique, Celso Correia e pelo director do Banco Mundial para as Alterações Climáticas, John Roome, destina-se a financiar a reforma que o governo moçambicano irá começar a aplicar  a partir de 2016 e que contempla uma alteração profunda na alteração exploração de recursos florestais.

O cenário actual, de acordo com o jornal, é caracterizado por desmandos que levam ao desflorestamento, ganhos insignificativos para o Estado e para as comunidades e, sobretudo, pela degradação do ambiente local e global, devido à destruição das florestas.

A reforma que o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural preparou tem um custo estimado em 85 milhões de dólares, tendo o Banco Mundial garantido contribuir de imediato com 50 milhões de dólares.

A reforma que foi apresentada há cerca de quinze dias em Maputo prevê, entre outras medidas, uma maior exigência na emissão de licenças de exploração, suspendendo, de imediato, a exportação da madeira em toros, obrigando à criação de mecanismos para o processamento local deste recurso.

Os operadores madeireiros deverão assumir de facto programas de reflorestamento e os investidores nacionais e internacionais poderão investir em fábricas para produzir móveis e outros bens provenientes da madeira.

Moçambique apresenta actualmente uma taxa de desflorestação de 0,58%, o que significa a perda de uma área de floresta equivalente a 219 mil hectares anualmente, sendo objectivo da reforma desenhada pelo governo descer a taxa para 0,2% por ano.

A área florestal de Moçambique cobre 51% dos cerca de 800 mil quilómetros quadrados da superfície do país.

SEM COMENTÁRIOS