Coroa de Frade

975
COROA-DE-FRADE

Nome Comum: COROA DE FRADE

Nome Científico: Melocactus zehntneri
Família: Cactaceae
Características Morfológicas: Essa espécie, de corpo globoso e suculento, possui polos truncados. Mede entre 15 e 25 centímetros de altura. É coberta por espinhos eretos ou curvos.
Origem: Brasil
Ocorrência Natural: Nativa das caatingas do Nordeste brasileiro.

Essa espécie é típica da Caatinga brasileira. As flores formam-se na parte de superior da planta, sob o tronco verde, e são levemente róseas. Normalmente aparecem no verão. Os frutos, quando caem, deixam um buraco, que depois fecha naturalmente. São consumidos por alguns animais, caso dos lagartos.

O cacto coroa de frade possui espinhos mistos, grossos e finos, e flores em tons rosa e vermelho bastante procuradas pelas abelhas. Somente em sua fase adulta desenvolve o cefálio – uma espécie de coroa que se forma em seu topo com um belo tom de vermelho. Daí o nome dessa planta, cujo formato se assemelha à cabeça calva de um frade franciscano.

Esse cacto resistente a solos áridos e arenosos. Também é adequando para vasos, mas deve ser cultivado a pleno sol. Essa espécie é mais sensível ao frio. Sua polinização acontece através de sementes diminutas, já que não emite brotações.

Normalmente o coroa de frade é encontrado entre pedras, esse tipo de cacto é usado para fins medicinais, alimentares e como planta decorativa. Os povos do Semiárido costumam fazer chá para tratar doenças nos rins e no intestino. É também muito utilizada por agricultores para alimentar os animais de criação, por ter uma boa reserva de água e proteína. Seu fruto tem a cor rosa e assemelha-se a uma amêndoa. Mas é a planta inteira que é utilizada como ingrediente para fazer bolos, doces e biscoitos.

O doce do cacto coroa de frade é um dos mais procurados no município de Poço Redondo, em Sergipe. A sobremesa é preparada com água, açúcar, canela em pó e cravo. Mas antes, é importante retirar bem os espinhos!

Saiba mais:
Plantas Ornamentais do Brasil, de Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza e no portal Como Plantar

SEM COMENTÁRIOS