Delcídio do Amaral (PT), “Se me cassarem, levo metade do Senado comigo”

339

De volta ao Senado, na terça-feira (23), Delcídio do Amaral (PT-MS) estuda tirar uma licença de 120 dias e já teria avisado a aliados que não admitirá ter o mandato cassado. As informações são da Folha de São Paulo.

delcídio-do-amaral-pt
Delcídio do Amaral (PT)

Se for cassado, ele teria dito a interlocutores, ainda quando estava preso, que “leva metade do Senado com ele”. Em sua volta, depois de ficar quase três meses preso, o senador dirá em discurso que é inocente e vítima de uma armação.

Em 1º de dezembro, dias depois de sua prisão, o Senado recebeu uma representação feita por dois partidos. Rede e PPS pedem a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar.

O caso está sob a relatoria do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO). Na semana passada, a defesa do senador pediu a troca do relator, com a justificativa de que o senador tucano não tem isenção para tocar a relatoria.

Caso o mandato do senador seja cassado, Delcídio perde o foro privilegiado e seu processo iria a primeira instância. Lá, quem analisa é o juiz Sérgio Moro, que tem sido célere em suas decisões envolvendo réus da Operação Lava Jato.

A assessoria de comunicação do senador foi procurada pela reportagem. Em resposta, a afirmou que as informações não têm fundamento, assim como especulações de que Delcídio aceitaria acordo de colaboração premiada. O senador voltará ao parlamento na terça-feira, subirá na tribuna e se defenderá no Conselho de Ética, confirmou a assessoria.

Prisão – O senador foi preso em 25 de novembro passada, em uma das fases da operação, pela Polícia Federal. O STF autorizou a prisão baseado por uma gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Na conversa, um plano de fuga e uma mesada de R$ 50 mil, propostos pelo senador, em troca do ex-diretor não fazer a delação premiada.

SEM COMENTÁRIOS