Nível de triglicerídeos alto indica risco de derrame na fase pós-menopausa

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Um estudo do NYU Langone Medical Center, nos Estados Unidos, mostra que os fatores de risco para derrame tradicionalmente observados – tais como colesterol alto – não são tão precisos para indicar as chances de uma mulher na pós-menopausa sofrer deste mal. Em vez desses marcadores, os médicos sugerem que o foco seja voltado para os níveis de triglicérides, que serão capazes de indicar quais mulheres podem sofrer com um evento cardiovascular. A descoberta foi publicada na versão online do periódico Stroke.
Os pesquisadores analisaram dados do estudo Hormones and Biomarkers Predicting Stroke (HaBPS), que conta com a participação de mulheres envolvidas no Women’s Health Initiative (WHI). O WHI, por sua vez, é patrocinado pelo National Institutes of Health, e monitora a saúde de mais de 90 mil mulheres na pós-menopausa por mais de 15 anos. O estudo HaBPS é composto pelas primeiras 972 mulheres que sofreram com um acidente vascular encefálico (AVE, também conhecido como AVC) isquêmico enquanto participavam do WHI. Um grupo de controle de mais 972 mulheres que não tiveram derrame também participou da análise. Todas elas doaram amostras de sangue assim que entraram no WHI.

Depois de observarem as amostras, os pesquisadores descobriram que níveis altos de triglicérides eram significativamente relacionados às chances de essas mulheres terem derrame: aquelas com triglicérides mais alto eram quase duas vezes mais propensas a sofrerem de AVE isquêmico do que aquelas com triglicérides mais baixo. A surpresa se deu pelo fato de que, nessas mulheres na pós-menopausa, os níveis do colesterol LDL e do colesterol total não foram associados ao risco de derrame.

Os estudiosos ainda não sabem se essa associação entre triglicérides e risco de derrame também vale para o resto da população. Próximos estudos devem investigar se baixar os níveis desse marcador é suficiente para diminuir o risco de AVE.

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