Palmito Juçara

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palmito-juçara

Nome Comum: PALMITO JUÇARA

Nome Científico: Euterpe edulis
Família: Arecaceae
Características Morfológicas: Palmeira de porte médio para grande, que pode atingir entre oito e 15 metros de altura. Tem tronco fino e alto, com 15 centímetros de diâmetro. A sua floração é branca e em cacho, e acontece entre setembro e dezembro. Quando maduros, os frutos são negros (em geral amadurecem entre abril e julho). A semente, única, é envolta por polpa fibrosa comestível, embora in natura não tenha um sabor muito agradável.
Origem: Mata Atlântica, no Brasil.
Ocorrência Natural: Sua distribuição natural acontece do Sul da Bahia ao Norte do Rio Grande do Sul, em regiões com altitudes entre 700 e 900 metros. É típico na Floresta Ombrófila Densa, na maior parte das Florestas Estacional Decidual e Semidecidual e nas áreas ciliares da Floresta Ombrófila Mista.

A Mata Atlântica, reserva natural que hoje está restrita a 7% do território brasileiro, é a “casa” do palmito-juçara. E a sua preservação está diretamente ligada à manutenção desta floresta.

A existência desta planta neste habitat deve-se a alguns fatores únicos e primordiais: temperaturas médias de 17ºC a 26ºC; solo fértil com textura arenosa e argilosa; e uma drenagem de água de boa para regular. Vale dizer: chão encharcado e argila pesada não combinam com esta espécie. E esta simbiose não é só da mata e do palmito.

A sua semente e fruto alimentam diversos animais, que vão de tucanos, sabiás e periquitos, à maritacas, jacus, tatus e capivaras, entre outros. Detalhe: por frutificar no inverno, período em que a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, o palmito-juçara torna-se fundamental à manutenção desses bichos. E não são só a eles. Serve de alimento também para o homem, já que suas palmeiras fornecem frutos, açúcar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outras aplicações.

Uma curiosidade: apesar de ter uma frutificação abundante (cerca de três mil sementes/ano), apenas 20% desse total vira uma árvore. E uma das maiores ameaças ao palmito-juçara, além da redução e destruição de seu habitat, é o palmiteiro ilegal, que derruba as árvores sem perdão e sem prisão (uma vez que quase sempre escapam ilesos do crime ambiental, já que uma palmeira derrubada implica também em tirar o alimento da boca de 40 espécies de mamíferos e aves).

Mais informações estão disponíveis no portal Como Plantar e no livro Palmeiras do Brasil

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