Produção e consumo de abacaxi, conheça as espécies menos cultivadas

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Espécies próximas do gênero Ananas, são a Pseudananas, que contém uma única espécie, P. sagenarius, vulgarmente designado por “gravatá-de-rede” ou “pseudo-ananás”, cujos frutos não possuem coroa. São peculiares do gênero Pseudananas a presença de estolhos ligados à base da planta e a ausência de mudas ligadas diretamente ao talo da planta ou ao pedúnculo do fruto. Outras características, não exclusivas desse gênero, são os espinhos bastante agressivos da porção inferior da folha, voltados para baixo, e os dois apêndices na face superior das pétalas, com forma de prega, os quais, no gênero Ananas, têm forma de funil.

As espécies selvagens de abacaxis e suas variedades principais são: Ananas ananassoides, var.nanus (ananaí-da-amazônia) e var. typicus (ananás-do-campo); A. bracteatus, var. albus(ananás-branco-do-mato), var. rudis (ananás-vermelho-do-mato), e var. tricolor; A. fritzmuelleri eA. lucidus (curauá-da-amazônia). Todos têm as margens das folhas armadas de espinhos, exceto a última, nas quais, praticamente, só existe um acúleo terminal.

O ananás-do-campo constitui padrão de terra seca e pobre; suas folhas produzem fibras tão boas como as do caroá; o fruto apresenta uns 10 centímetros de comprimento e considerável número de sementes. As fibras das folhas do curauá também são de excelente qualidade; o fruto tem apenas uns 6 centímetros de comprimento; é planta que se adapta muito bem ao clima úmido. O fruto do ananaí-da-amazônia atinge apenas 3 a 4 centímetros. A. fritzmuelleri tem por ambiente natural o litoral sul do Brasil e produz fruto de uns 20 centímetros de comprimento, enquanto a do ananás-do-mato é ligeiramente maior.

O ananás-de-agulha, ananás-de-cerca e ananás-de-raposa são outras variedades também encontradas no Brasil.

Os principais países produtores de abacaxi, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (2008), são o Brasil, a Tailândia, as Filipinas, a Costa Rica, a República Popular da China, a Índia e a Indonésia. Por sua vez, a sua industrialização é feita, principalmente, no Havaí; mas Formosa, Malásia, África do Sul, Austrália e Costa do Marfim também sobressaem. Os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão, o Reino Unido, o Canadá e a França são grandes consumidores do fruto industrializado.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2009), os principais Estados brasileiros produtores de abacaxi são a Paraíba, com 263 000 mil frutos; Minas Gerais, com 255 756 mil frutos; o Pará, com 241 098 mil frutos; a Bahia, com 121 127 mil frutos; e o Rio Grande do Norte, com 120 337 mil frutos.

O nível tecnológico empregado nos plantios brasileiros de abacaxi é bastante heterogêneo, com áreas que empregam toda a tecnologia disponível (análise de solo, correção da acidez, adubação no plantio e de cobertura, tratamento de indução floral, pulverizações contra pragas e doenças), enquanto em outras regiões as práticas ainda são bastante rudimentares, com baixa produtividade. Outro fato típico de abacaxicultura brasileira é o deslocamento constante das áreas de produção, devido ao aparecimento de problemas fitossanitários. A grande maioria dos abacaxis produzidos no Brasil é destinada ao consumo interno, como fruta fresca. São Paulo e os estados do Sul absorvem grande parte das produções de abacaxi da Paraíba, Minas Gerais e Tocantins.

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