Servidores administrativos da UFMT aceitam proposta mas greve continua

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A assembleia da categoria foi realizada, esta manhã, e houve a aprovação da proposta realizada pelo governo federal. No entanto, a greve continua nos cinco campi da Universidade Federal de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças e Pontal do Araguaia).

Seguindo a orientação do Comando Nacional de Greve, a suspensão do movimento paredista está condicionada a efetiva assinatura do “termo de acordo”. A redação do documento será feira pelo governo, porém, os trabalhadores devem acompanhar todo o processo para que a proposta seja integralmente respeitada. Uma nova assembleia geral da categoria será realizada na terça-feira (29). Caso o termo de acordo já tenha sido assinado, será definida a data da suspensão da greve.

“No dia 28 de maio iniciamos um movimento nacional, com a adesão de várias universidades. A saída da greve deve acontecer da mesma forma, nacionalmente, de forma unificada. A proposta do governo não repõe as perdas inflacionárias, longe de oferecer algum ganho salarial, mas o momento econômico e político do país pesou na decisão dos trabalhadores”, destacou a coordenadora geral do Sintuf-MT, Leia de Souza Oliveira.

Na orientação do comando de greve é apresentada uma análise da conjuntura nacional e os caminhos até aqui seguidos pela maior greve, tanto em duração como em adesão, da história dos técnico-administrativos em Educação. Pela primeira vez, uma tabela de salários foi apresentada a categoria, que após análise criteriosa da mesma, aceitou a proposta da governo. O principal pedido do sindicato era a reposição de 27% de perdas inflacionárias dos últimos anos. No entanto, o governo ofereceu 21% divididos em quatro anos.

A categoria não acatou. Após algumas rodadas de negociação, o governo ofereceu reajuste de 10,8% em dois anos (com a primeira parcela sendo paga em agosto do próximo ano e a segunda em janeiro de 2017). Depois de muito debate, os servidores acataram a proposta. Outros itens da pauta dos servidores também foram debatidos e acatados pelo governo como o aumento de auxílios.

Os técnicos-administrativos estão em greve a quase 120 dias. Na UFMT Sinop mais de três mil alunos estão sem aulas. Os professores da instituição ainda estão em greve e negociam com o governo.

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