Imaflora, Copener e Apoiotec discutem inovação tecnológica no II Simpósio sobre Tecnologias de Produção Florestal

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Potencial genético não depende só do melhoramento genético em si, mas sim de todo o manejo da floresta. A gente sabe que perde muito por causa de uma série de intervenções que fazemos ou deixamos de fazer na floresta

Certificação florestal, melhoramento genético e mato-competição foram alguns dos assuntos no segundo dia do Eucalipto 2016 (II Simpósio sobre Tecnologias de Produção Florestal) em Uberlândia (MG). O evento é promovido pela SIF (Sociedade de Investigações Florestais), em parceria com a UFV (Universidade Federal de Viçosa). Representado a Imaflora, o gerente de certificação Leonardo Sobral explicou como funciona a certificação florestal. A FSC garante que as origens dos produtos florestais fiquem de acordo com critérios ambientais, sociais e econômicos.

Para conseguir o certificado, o produtor, ou a indústria, deve seguir vários princípios, como obediência à lei, respeito aos direitos dos povos indígenas e aos de posse e uso, entre outros. Um número importante é que 30% de toda área de plantação certificada está no Brasil. A FSC já emitiu mais de 1,3 mil certificados de manejo em 81 países. Para Leonardo, apesar de não garantir preços diferenciados nem qualidade no produto final, a certificação “é uma ferramenta eficiente na difusão e implementação de um bom manejo. E ainda ajuda a incluir a comunidade nessa realidade”.

Em seguida, foi a vez do representante da Copener, Antônio Marcos, falar sobre melhoramento genético do eucalipto. “Potencial genético não depende só do melhoramento genético em si, mas sim de todo o manejo da floresta. A gente sabe que perde muito por causa de uma série de intervenções que fazemos ou deixamos de fazer na floresta”. O objetivo do melhoramento genético é gerar um material mais competitivo para cada área.

O palestrante alertou que nos próximos anos as empresas devem ter uma ala de conservação genética porque vai ser mais difícil trocar ou comprar novos genes, já que cada instituição vai querer ser mais competitiva que a outra. Para finalizar a tarde, o representante da Apoiotec, Rudolf Woch, ministrou a palestra sobre os impactos da mato-competição em diferentes idades de florestas.

Ele apresentou casos de crescimentos de plantas daninhas e avaliou as técnicas utilizadas para controle, mostrando os resultados posteriormente. “A definição do tratamento tem que sair da antiga visão ‘o mato nasce aí a gente controla’. A gente monitora o resultado enquanto devia controlar o processo para assegurar o resultado.

Nos dias de hoje temos que pensar bem desde antes de plantar porque não pode colocar muito fertilizante”.

Fonte: Brasil Florestal

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