Votação do vetos agradou o governo, segundo Levy, foi conduzida de forma ‘exemplar’

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Ministro da Fazenda, Joaquim Levy
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy: REUTERS / Ueslei Marcelino
Informações do Estadão

Cada um dos vetos que foi mantido contribuiu para a gente não ter mais impostos. O Brasil deu mostra de maturidade’, disse o ministro

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comemorou nesta quarta-feira, 23, a manutenção de vetos presidenciais em sessão do Congresso da noite de terça. Em fórum da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ministro disse que a votação foi conduzida de maneira “exemplar”.

Levy ressaltou a ênfase dada pela presidente Dilma Rousseff em garantir que os vetos fossem mantidos, já que quase todos foram pensados para impedir aumento de gastos. “Cada um dos vetos que foi mantido contribuiu para a gente não ter mais impostos. O Brasil deu mostra de maturidade na votação de ontem”, afirmou.

O ministro afirmou que cada vez que se cria um novo gasto, cedo ou tarde haverá repercussão nos impostos. Para ele, é importante garantir solidez fiscal.

Ao comentar os gastos do governo, Levy disse que o maior deles é o da Previdência, que será que R$ 500 bilhões em 2016, seguido do funcionalismo público, com previsão de R$ 250 bilhões no ano que vem. “O gasto tem que ser financiado através da dívida ou através de impostos”, lembrou o ministro.

Para Levy, só é possível ter taxas de juros baixa com um arcabouço de disciplina fiscal. “Vamos crescer com segurança fiscal, que vai permitir a queda de juros”, disse. Para ele, o Brasil vive um momento em que não há grandes gestos que vão mudar a economia, e sim um longo trabalho técnico.

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